O contra-golpe e o “mais falido” da cidade (www.djvsports.com, Ed. 30)


Prezado leitor, o Guarani se despediu com honra da Copa do Brasil na última quarta-feira. E o fez conseguindo o que o todo o Brasil está tentando: derrotar o assoberbado Santos. O Santos poupou alguns titulares? Azar deles, que perderam para os nossos reservas. Ricardo Xavier, Fabinho, Cleber Goiano, Walter Minhoca e Douglas não estavam em campo. Richard Falcão, com 2 gols nos 3×2 impostos pelo Bugre e emocionado em campo, foi dispensado 2 dias depois e parte para um final de ano ‘sabático’ no segundo time da cidade. O querido Waguinho Dias, agora nosso diretor de futebol, atuou como técnico interino. Para a história, no Brinco de Ouro, são 32 vitórias do Bugre contra 31 do Santos de Pelé. Obrigado, Waguinho!

Depois da vitória, assumiu o novo técnico Vagner Mancini. Para a Série A ele já tem 5 reforços confirmados: os laterais Fabiano e Rodrigo Heffner, o volante Renan e os atacantes Mazola e Roger.

Também digna de nota é a matéria do jornal Correio Popular nesta semana sobre as finanças dos times daqui. Já citei aqui que o Bugre deve em torno de R$ 120 milhões, mas tem patrimônio maior, avaliado entre R$ 200mi e R$ 300mi. O segundo time da cidade deve R$ 85mi (sendo R$ 59mi devidos a empresas de seu próprio presidente!) e um patrimônio bem menor de R$ 52mi. Atenção amigos piadistas e contadores-júnior! Quem é o time mais falido de Campinas? Melhor rir do que chorar.

Boa semana!

 

Nota: Em Mar/11, encontramos a seguinte matéria sobre a dívida de Neverland:

http://esportemultimidia.com.br/?p=2259

Dívida da Ponte com o presidente Sérgio Carnielli cresce 24,9%

A dí­vi­da da Pon­te Pre­ta com seu pre­si­den­te Sér­gio Car­ni­el­li au­men­ta a cada ano. Em ba­lan­ço fi­nan­cei­ro pu­bli­ca­do on­tem no Di­á­rio Ofi­ci­al do Mu­ni­cí­pio de Cam­pi­nas, o mon­tan­te em 2010 al­can­çou R$ 73,6 mi­lhões, um cres­ci­men­to de 24,9% em re­la­ção a dí­vi­da ao fi­nal de 2009, que ba­teu no pa­ta­mar de R$ 58 mi­lhões. O úni­co as­pec­to a ser co­me­mo­ra­do é a di­mi­nui­ção do rit­mo de cres­ci­men­to do dé­bi­to. De 2008 para 2009, o ba­lan­ce­te ha­via re­gis­tra­do um au­men­to no dé­bi­to de 54%. Com uma pen­dên­cia com o Pal­mei­ras, a dí­vi­da sobe para R$ 73,7 mi­lhões.

A dí­vi­da será tema de reu­nião do Con­se­lho De­li­be­ra­ti­vo dia 15. Mes­mo sem a ava­li­a­ção, já é pos­sí­vel che­gar à con­clu­são de que o in­ves­ti­men­to não teve o efei­to de­se­ja­do. No Pau­lis­tão de 2010 a Pon­te caiu nas se­mi­fi­nais para o Bo­ta­fo­go. Na Sé­rie B do Cam­pe­o­na­to Bra­si­lei­ro, a equi­pe amar­gou a 14ª co­lo­ca­ção com 48 pon­tos.

En­quan­to pes­soa fí­si­ca, o pre­si­den­te Sér­gio Car­ni­el­li con­ti­nua com um cré­di­to a re­ce­ber de R$ 28,4 mi­lhões. A mo­da­li­da­de fica em “tí­tu­los a pa­gar”, uma es­pé­cie de bo­le­to a ser co­bra­do sem a co­bran­ça de ju­ros no fu­tu­ro.

No caso da Par­tbol, em­pre­sa do di­ri­gen­te, o va­lor re­pas­sa­do à Ma­ca­ca saiu de R$ 15,5 mi­lhões para R$ 17 mi­lhões. O mai­or sal­to foi ve­ri­fi­ca­do na dí­vi­da jun­to à Tec­nol, es­pe­ci­a­li­za­da na fa­bri­ca­ção de ócu­los e tam­bém de Car­ni­el­li. Em 2009, o va­lor de­vi­do era de R$ 14,1 mi­lhões. No ano pas­sa­do, su­biu para R$ 26,8 mi­lhões. Um au­men­to de 89,5%.

Ou­tra em­pre­sa uti­li­za­da por Car­ni­el­li para em­pres­tar di­nhei­ro à Pon­te Pre­ta foi a Car­ni­el­li In­ves­ti­men­tos, que ti­nha a re­ce­ber da Ma­ca­ca R$ 817,6 mil em 2009 e ago­ra tem R$ 1,3 mi­lhão. Car­ni­e­li em­pres­tou, em mé­dia, R$ 1,2 mi­lhão à Pon­te Pre­ta por mês no ano pas­sa­do.

Atra­vés da as­ses­so­ria de im­pren­sa do clu­be, o pre­si­den­te pon­te­pre­ta­no ad­mi­tiu que, ape­sar dos es­for­ços para con­ter gas­tos, foi di­fí­cil evi­tar no­vos em­prés­ti­mos. “Por mais que te­nha­mos ten­ta­do – e con­se­gui­do – re­du­zir cus­tos de for­ma sig­ni­fi­ca­ti­va, ain­da não foi o su­fi­ci­en­te para co­brir o dé­fi­cit ge­ra­do pela Sé­rie B do ano pas­sa­do”, dis­se o di­ri­gen­te.

“Já di­zia em 2010 que pre­ci­sá­va­mos su­bir em vir­tu­de dis­so e te­re­mos o mes­mo pro­ble­ma nes­te ano, quan­do re­ce­beremos cer­ca de R$ 90 mil por mês para dis­pu­tar a com­pe­ti­ção na­ci­o­nal da Sé­rie B, o que não co­bre um ter­ço da fo­lha de pa­ga­men­to men­sal do fu­te­bol”, dis­se Car­ni­el­li.

So­bre o fato de uti­li­zar a sua em­pre­sa par­ti­cu­lar como fon­te de em­prés­ti­mos ao clu­be, Car­ni­el­li es­cla­re­ce que o pro­ce­di­men­to é ape­nas para en­ca­mi­nhar o fi­nan­ci­a­men­to sem amar­ras. “Na ver­da­de to­dos os re­cur­sos vêm do meu bol­so. Por uma ques­tão ju­rí­di­ca, op­tei por fa­zer trans­fe­rên­cia de meus lu­cros pes­soais atra­vés da fir­ma”, co­men­tou o di­ri­gen­te, que la­men­tou a que­da na mé­dia de pú­bli­co da Ma­ca­ca, que mui­tas ve­zes não co­bre os cus­tos do pró­prio jogo.

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About ftronc

42 anos. Pai. Marido. Bugrino. Meu time é o único Campeão Brasileiro do Interior.

Posted on 27/04/2010, in Técnico, Uncategorized. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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